O SINDJUD-PE entregou ao presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Francisco dos Anjos Bandeira de Mello, a Carta das Equipes Interprofissionais do TJPE, construída a partir das discussões realizadas durante o I Encontro de Equipes Interprofissionais do SINDJUD-PE, no dia 10 de junho de 2026.
O documento reúne as principais questões apresentadas por assistentes sociais, pedagogas/os e psicólogas/os que atuam no Judiciário pernambucano. Entre os pontos abordados estão a sobrecarga de trabalho, a falta de estrutura, a necessidade de novas nomeações e de uma política de remoções, a pressão por metas, o acúmulo de funções, a formação continuada e os impactos das condições de trabalho sobre a saúde das servidoras e dos servidores.
A carta também chama atenção para a necessidade de preservar a qualidade do trabalho interprofissional diante da lógica de produtividade. As equipes defendem que a pressão por metas não comprometa o tempo necessário para estudos de caso, o diálogo entre as diferentes formações e uma atuação ética e tecnicamente qualificada.
Reivindicações das equipes
Entre as reivindicações apresentadas estão a realização de concurso público para a área e a recomposição das equipes, a criação de cargos onde não existem ou foram extintos, a garantia de estrutura mínima nas varas e comarcas, o cuidado com a saúde mental, o respeito à jornada de trabalho e a formação continuada voltada às necessidades específicas das equipes.
A carta reafirma, assim, a defesa de condições dignas de trabalho e do reconhecimento da importância técnica e social das equipes interprofissionais para o Judiciário.
O debate continua
Como parte da continuidade desse debate, o SINDJUD-PE também vai apresentar uma série de vídeos com agentes que contam com o trabalho das equipes interprofissionais. A proposta é trazer diferentes olhares sobre a importância técnica, social e humana dessa atuação para o embasamento de decisões que pautam a vida de tantas pessoas.
A iniciativa amplia a discussão sobre a necessidade de valorização desses profissionais e evidencia como o trabalho desenvolvido pelas equipes contribui para uma prestação jurisdicional mais qualificada e atenta às diferentes realidades que chegam ao Judiciário.
Como sintetiza a própria carta: “Celeridade sim, precarização não!”. O documento reivindica condições dignas de trabalho, reconhecimento da função técnica e social das equipes e respeito à saúde e à trajetória desses profissionais.
CLIQUE AQUI E ACESSE A CARTA DAS EQUIPES INTERPROFISSIONAIS DO TJPE NA ÍNTEGRA.
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